mOtNoiR: O eterno experimentador

13 de fev de 2008

O eterno experimentador



"Amo a música popular, mas, se pudesse, trabalharia exclusivamente sobre a música erudita."

Há exatos 20 anos, o mundo ficava um pouco mais silencioso. Calava-se a voz de um dos grandes da música brasileira. Pianista, arranjador, o maestro gaucho Radamés Gnattali transitou com intimidade pela música erudita e popular, contribuindo com a orquestração da Música Popular Brasileira. Em 1982 gravou o disco Vivaldi & Pixinguinha, homenageado e unindo dois grandes representantes de músicas ditas diferentes.

Bebendo da fonte do mais puro choro de Chiquinha Gonzaga, Pixinguinha, Ernesto Nazareth e Anacleto de Medeiros, Radamés influenciou músicos mais novos como Rafael Rabelo, Joel Nascimento e Maurício Carrilho.

No dia 13 de Fevereiro 1988, Radamés não resistiu ao segundo derrame.

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"Até aquele momento (1930) a parte rítmica era feita por percussão, enquanto a melódica e harmônica ficava a cargo das cordas e sopros. O sistema de gravação não suportava a vibração da percussão. Em 1930, na RCA, a gravação elétrica já podia suportar a orquestra com percussão, mas, na rádio, só tinha eu de baterista e ficava um vazio enorme! E eu me desdobrando na bateria para suprir a falta dos outros instrumentos!".

(Barbosa, Valdinha e Devos, Anne Marie. Radamés Gnattali; o eterno experimentador. RJ: Funarte/Instituto Nacional de Música, 1984 p.45)

Discografia

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